Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011

Um dia estes tempos irão aparecer nos livros de história como o dia em que o mundo enlouqueceu. Certamente, que serão os dias em que Portugal enlouqueceu, com a sua população à espera de um D. Sebastião que seja capaz de os tirar da miséria patética em que vivem (nas carteiras, nas mentalidades, nas leis, nas políticas, nas pessoas e gentinhas). Restam assim os livros e os filmes para fazer de conta que um dia alguma coisa dessas irá servir para alguma coisa.
Haveria de existir um dia em que deixasse de ver as notícias (ainda não foi desta), e em que tudo parecesse normal pelas caras das pessoas, como são as caras que se vão vendo aqui e ali (e as conversas em todo o lado prometem muito, mas depois não terminam em nada) e a cada dia que passa, cada vez mais vou gostando dos espanhóis.

4 comentários:

Street Fighting Man disse...

era emigrarmos todos para uma ilha deserta, criar um novo país, e acho que as coisas encarreiravam. em portugal só ficava um jornaleiro pra tomar conta das couves.

Daniela disse...

Já pensei várias vezes nessa possibilidade, especialmente quando percebo que as notícias me deixam absolutamente deprimida e com vontade de dormir 20 horas por dia :S

Leonardo Xavier disse...

Discordo do Street Fighting Man, eu acho que é mais uma questão de se lutar para mudar a cultura das pessoas. Eu acho que um povo com uma cultura ruim sempre vai se meter em enrascadas. Eu acho que aqui no Brasil o que eu mais sinto é isso.

Há tantos recursos naturais e uma cultura política bastante anti-ética que faz com que o país avance de maneira lenta.

bernardes disse...

antigamente algumas palmadinhas nos recolocavam na linha, será que hoje umas boas vassouradas não resolveriam?