O episódio da eleição falhada de Fernando Nobre para Presidente da Assembleia da República é triste. Primeiro porque uma história que nasce triste só pode acabar triste, depois porque durante todo este tempo se foi percebendo que o homem é afinal daqueles sonsos que andam sempre a cheirar a ver onde é que podem pousar de vez, e finalmente porque ninguém percebeu muito bem porque é que ele se lembrou de querer ser o Presidente da Assembleia República quando tem experiência política nula (pelo menos que se saiba). E mesmo depois de perceber que não ia ter o apoio de Portas, ao invés de se retirar e não se expor ao ridículo total numa espécie de celebração de decadência, continuou na sua luta patética (ou então o homem tem mesmo fé em que as coisas lhe corram a favor). A verdade é que o episódio da tarde passada foi dos mais tristes já presenciados em directo da Assembleia da República (confesso que fiquei com pena do homem, perante tamanha rejeição), e poderia ter sido evitado porque já se sabia que este seria o desfecho. Se calhar alguma inteligência política por parte dele e do partido que o apoiou, teria evitado este tipo de humilhação, ajudando a manter alguma dignidade numa pessoa que até tinha boa imagem na opinião pública. Assim não sendo, Nobre perde ainda mais a credibilidade e fica com uma imagem de tolo. Esperam-se agora novidades sobre se vai ou não ser deputado, já que tinha convictamente afirmado que se não fosse Presidente da AR, também não ficaria no Parlamento.
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3 comentários:
Pelo que me apercebi ele vai ficar no parlamento...ele de facto não é muito credível. Eu sinto que o Nobre pode agora tentar comer pepinos com escherichia coli, para continuar a ter algum protagonismo...é que é muita rejeição junta!:P
o Nobre devia ter aprendido com o Futre: se sabes que vais perder umas eleições, diz umas caralhadas, fazes um número de circo, e nos tempos seguintes ninguém se vai lembrar da coça que levaste, mas continuam a achar-te o maior. assim foi só ridículo mesmo lol
ele diz que vai ficar, e sinceramente eu não sei o que achar! Por um lado ter um independente na assembleia acaba por ser bom, por ser uma pessoa extra-partidária a dar o seu parecer em várias matérias. Por outro lado, este homem mostra muito pouco carácter com todas estas histórias... No entanto, não creio que a experiência fosse um problema (afinal de contas o Passos Coelho nunca foi deputado)
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